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sábado, 29 de maio de 2010

FLASH FORWARD: (SEM) FINAL

Surgida no início desta fall season com a promessa de ser a nova sensação televisiva, até mesmo o substituto mais provável para Lost, a série Flash Forward impressionou em sua estreia, mostrando o apagão global de 2 minutos e 17 segundos em que toda a população mundial enxergou seu futuro 6 meses à frente. Uma ideia no mínimo interessante que, mal administrada, transformou-se em um fracasso, provocando seu cancelamento e sepultando-a de vez com o episódio veiculado na última quinta-feira.
O enredo desta primeira e única temporada girou em torno das investigações de um grupo de agentes do FBI, formando um grande quebra-cabeças de eventos e visões futurísticas que recebeu o nome de mosaico. Fatos mal explicados, reviravoltas em demasia, personagens sem carisma e a incursão constante de novidades tornaram o entendimento confuso e foram, pouco a pouco, removendo o que havia de mais interessante na série: o mistério em torno do apagão. Para piorar, a grande quantidade de histórias paralelas, a maioria desinteressantes, prejudicaram ainda mais a evolução da trama, que foi perdendo o rumo. Por fim, um longo hiato de 3 meses deu o golpe fatal na produção - após o retorno, a audiência foi despencando mais a cada semana.
Future Shock foi ao ar para desenrolar a trama tecida nesta reta final de temporada, onde o dia visualizado no apagão estava para chegar e a ocorrência de um novo apagão era eminente. Esperava-se que as conspirações e os motivos fossem revelados e um novo rumo à vida dos personagens fosse dado, mas veio o cancelamento após o episódio já ter sido gravado. O que se viu foi um episódio emocionante, como se esperaria de qualquer season finale, com diversos eventos importantes acontecendo e com um gancho que seria interessante a ser seguido, se a série tivesse recebido a concessão para um segundo ano. No final das contas, ficou um final aberto que não terá mais segmento. Flash Forward ficou mesmo só na promessa e, agora também sem Lost, as fichas da rede ABC estão apostadas em V, que foi eleita para retornar na próxima fall season. Sorte para os ET's, pois os resultados obtidos nesta primeira temporada não foram dos melhores - agora, só o futuro dirá, e não há mais a possibilidade de ocorrer um flash forward que possa prever isso.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

FALL SEASON 2009/2010: IMPRESSÕES

Nas linhas a seguir farei um apanhado das séries que estou acompanhando atualmente, em sincronia com a exibição nos Estados Unidos. São 2 séries estreantes e 6 que já podem se considerar veteranas, organizadas por ordem de antiguidade.
Ainda não consegui chegar em Nip/Tuck, que já tem 2 episódios novinhos em folha para assistir, mas em breve corrigirei esse lapso. E isso sem contar que quando janeiro chegar tem mais uma rodada de Damages e em fevereiro tem a última temporada de Lost!

DESPERATE HOUSEWIVES (6ª TEMPORADA)

Há quem ache que Desperate Housewives já esteja merecendo um encerramento. Entrando na 6ª temporada, a série que conta as desventuras de um grupo de donas-de-casa em um subúrbio americano não mostra grandes evoluções já faz um bom tempo: tudo gira em torno do casa/descasa das senhoras, filhos infernizantes e vizinhos misteriosos ou psicopatas que vêm e vão a cada ano. O clima de mistério que se tinha no início, a graça que havia nas trapalhadas do quarteto Susan (Teri Hatcher), Lynette (Felicity Huffman), Bree (Marcia Cross) e Gaby (Eva Longoria Parker) e as sutilezas que a série levantava sobre a vida nos subúrbios tornaram-se óbvias demais e repetitivas. As desesperadas continuam com bons índices de audiência lá fora e ainda são uma boa opção de distração, mas não passam disso - a série está cada vez mais próxima do formato novela, com arcos desimportantes e arrastados ocupando espaço das tramas principais e um eterno déjà vu de situações, que progride em uma temporada e volta à mesma estaca zero na seguinte. Para quem já chegou até aqui, não há porque não continuar acompanhando, mas confesso que minha expectativa é bem menor em relação a outras séries que estão bem mais interessantes e promissoras no momento.

SUPERNATURAL (5ª TEMPORADA)

Já na 5ª temporada de Supernatural, os irmãos Dean (Jensen Ackles) e Sam (Jared Padalecki) Winchester têm que achar uma solução para mandar o próprio Lúcifer de volta para o inferno. Além da eminência do Apocalipse, o caos assolando o planeta e toda a gangue de Satanás aprontando na Terra, a dupla ainda tem que encarar diferenças pessoais, a invalidez do amigo e pai substituto Bobby (Jim Beaver) e a falange dos anjos de Deus, sempre na cola dos dois. Dá para se dizer que a série evoluiu desde sua estréia em 2005: a produção consegue manter um padrão no formato, traz boas piadas, sustos, ação, dramas (embora pequenos) e formou um arco interessante em torno dos demônios, o que tem segurado a audiência e mantido a história no ar com boa aceitação do público, sobretudo o adolescente. Fala-se do término da série nesta temporada. Embora seja cedo para qualquer confirmação, há rumores também do fechamento do arco envolvendo os demônios e da criação de um novo para dar continuidade à série. Se Supernatural seguir os passos de Smallville, sua co-irmã de canal, tão cedo o Impala dos Winchester não descansará da estrada... Aguardemos!

HEROES (4ª TEMPORADA)

Acreditando no dito popular de que "não adianta chorar sobre o leite derramado", Heores promete não perder mais tempo e tenta desfazer a má impressão deixada pelas últimas 2 temporadas. Com uma excelente e empolgante temporada inicial, a série se perdeu na hora de dar a sequencia, com viagens no tempo impossíveis de se entender, uma sobrecarga de personagens que não tinham nada a dizer, amarrações mal feitas, vilões sem carisma e situações impossíveis de se contornar. Com a corda no pescoço, a série começou a sentir o aperto com a queda da audiência, uma avalanche de críticas negativas e o anúncio de uma redução de episódios para a fall season 2009/2010 (serão 19 ou 20 episódios, contra 25 creditados na temporada anterior). Se não houver melhoria na situação, um cancelamento será eminente. Felizmente, o produtor Tim Kring e sua equipe puxaram as mangas e estão trabalhando para colocar a série nos eixos: retomaram como personagens principais praticamente o mesmo grupo da temporada inicial, eliminaram o excesso de bagagem de personagens desnecessários, reduziram as viagens no tempo e as profecias futurísticas, centraram cada "herói" em seu próprio arco e estabeleceram um cenário que, se bem conduzido, promete trazer a excelência que garantiu a Heroes um status de excelência em seu início. A escalação do ator Robert Knepper (o T-Bag de Prison Break) para viver o vilão Samuel Sullivan foi um dos acertos desta nova temporada, que, se continuar evoluindo como o fez nos 7 episódios vistos até aqui, será marcada pelo retorno da diversão, da ação e da expectativa em torno deste interessante grupo de pessoas com habilidades especiais.

BROTHERS AND SISTERS (4ª TEMPORADA)

Depois de um péssimo Season Finale, um dos piores já vistos, Brothers And Sisters retorna para a quarta temporada, por enquanto menos cômica e prometendo uma boa carga dramática para arrebatar os ânimos. A ausência de Tommy (Balthazar Getty), o clímax da temporada anterior, foi preterida pelos demais temas da nova temporada e, embora o personagem continue na história, ainda não deu os ares da graça em nenhum dos 5 capítulos que já foram ao ar. Sarah (Rachel Griffiths) esteve sumida no início da temporada, mas isso em consequencia de sua intérprete ter tido bebê há pouco tempo - a moça já retornou de vez à série. As pontas soltas da terceira temporada se amarram e cedem vez ao casamento de Justin (David Annable) e Rebecca (Emily VanCamp), à adoção de um bebê por Kevin (Matthew Rhys) e Scotty(Luke MacFarlane) e à doença de Kitty (Calista Flockhart), o que tem causado certo derramamento de lágrimas, tanto nos personagens quanto neste que vos escreve. Tramas menores, como a eterna campanha eleitoral de Robert McCallister (Rob Lowe), os problemas financeiros da Ojai Foods nas mãos de Saul (Ron Rifkin) e Holly (Patricia Wettig) e a ambiguidade de conduta de Ryan Lafferty (Luke Grimes) começam a se desenvolver para garantir outros arcos no decorrer dos próximos 6/7 meses. E, com tantos problemas na vida da família Walker, a matriarca Nora (Sally Field) nem mesmo teve a chance de uma história para si - enquanto isso, ela segue ocupada se escabelando para resolver a vida dos filhos.

CALIFORNICATION (3ª TEMPORADA)

O sucesso do início desta 3ª temporada de Californication já garantiu ao doidão Hank Moody (David Duchovny) a certeza de uma quarta temporada no ano que vem. Lecionando em uma universidade, Hank agora tem um buffet de alunas, secretárias e professoras a sua disposição - e não é preciso ser vidente para sugerir que renderá muita confusão, sexo, sexo, sexo e mais confusão. A dificuldade na relação de Moody com a filha Becca (Madeleine Martin), agora uma adolescente rebelde, marcou como fator dramático os primeiros episódios e dá pistas do caminho que esta temporada, formada por 12 episódios, seguirá. As confusões do engraçado Charlie Runkle (Evan Handler) surgem na tentativa de reconquistar a ex-mulher Marcy (Pamela Adlon) e de escapar dos assédios de sua nova chefe (a monstruosa e "botocada" Kethleen Turner, em participação hilária e desbocada). São notáveis as ausências de Karen (Natascha McElhone, com uma curtíssima aparição até agora), que está em Nova York, e de Mia (Madeline Zima, em saída definitiva para participar de Heroes), que na história viajou para divulgar seu livro. Californication, mesmo pesada, é uma das séries adultas mais irônicas e bem humoradas da atualidade e merece todo o sucesso que vem conquistando - é o tipo de série que só vai terminar o dia que alguém imprescindível da equipe ou do elenco não a quiser mais fazer...

FRINGE (2ª TEMPORADA)

Eis uma série bacana: Fringe. Embora o que mais me agrade nela seja a lembrança da minha saudosa e venerada Arquivo-X, pela complexidade que se forma aqui temo por um novo Lost, cheio de mistérios que nunca terão explicação. Por outro lado, a série foge um pouco do formato com ligações entre todos os episódios, veiculando histórias avulsas em algumas semanas, poupando o desgaste da trama central e dando um fôlego para o público descansar do mesmo tema, conhecer novos mistérios e obter respostas para algumas questões que vão sendo levantadas. A indiferença inicial que havia com alguns personagens se tornou simpatia e, depois de se familiarizar com a série, é quase impossível não torcer pela séria agente Olivia Dunham (Anna Torv) na busca por respostas aos mistérios e aberrações que ela encontra em seu caminho. A 2ª temporada de Fringe segue os rumos da primeira, com um novo mistério envolvendo os personagens e uma nova cadeia de eventos. Está bem interessante e deve trazer mais sustos e ação, além das divertidas tiradas do excelente Dr. Walter Bishop (John Noble) e seu filho, o sombrio Peter Bishop (Joshua Jackson).

GLEE (1ª TEMPORADA)

Glee está cada dia melhor, divertida, cheia de tramas, ironias e críticas à sociedade - é uma série de adolescentes, mas não necessariamente para adolescentes -; sem contar que o formato dramédia musical emplacou e tornou-se um diferencial para a série. Fiquei feliz quando descobri que a 1ª temporada, inicialmente programada para 13 episódios, ganhou mais 9, totalizando os 22 padrões.

FLASH FORWARD (1ª TEMPORADA)

Flash Forward começou devagar e ainda está devagar, mas tem melhorando a cada episódio. Começam a surgir novas pistas e algumas peças estão a se encaixar, mas, em se tratando de uma temporada completa, com 22 episódios ou mais, ainda há muito o que esperar até o fatídico 29 de abril de 2010 prometido na série. Resta acompanhar para se saber se a série vai conseguir segurar o clima de suspense e expectativa sem se tornar monótona ou enrolada demais...


»JUKEBOX: A trilha sonora da postagem deste texto ficou por conta de Más, de Alejandro Sanz. Embora não seja o trabalho de debut do cantor espanhol, o álbum de 1998 foi o primeiro a estourar fora de seu país, por conta do megahit Corazón Partio

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FLASH FORWARD: O NOVO LOST?

Setembro de 2009, 11 horas da manhã: um apagão de consciência coletivo atinge toda a população do globo. O apagão dura exatos 2 minutos e 17 segundos. Ao acordar, ninguém se lembra do que aconteceu a sua volta durante esse tempo, mas recorda de acontecimentos presenciados no futuro.
Partindo dessa premissa e ambientada em Los Angeles, Flash Forward é a nova série da emissora americana ABC que chega, segundo alguns, para alimentar a fome de mistérios dos seriemníacos que ficarão órfãos de Lost a partir de maio de 2010, quando a série concluirá sua sexta e última temporada lá fora.
No elenco, os nomes mais conhecidos são os de Joseph Fiennes (ator inglês de cinema, que protagonizou, entre outros filmes, Shakespeare Apaixonado e Lutero) e Sonya Walger (a Penelope Widmore do já citado Lost).
O episódio-piloto, entitulado No More Good Days (algo que pode ser traduzido como "Bons Dias Nunca Mais"), apresenta os eventos do apagão, introduz alguns personagens e deixa para o espectador um fio de mistério que há de ser tecido no decorrer da primeira temporada. Embora intrigante, o episódio é meramente razoável e não se prende muito aos personagens - tudo gira em torno do apagão, desde a preparação do cenário, o acontecimento em si e suas consequências. As cenas de perseguição e os acidentes exibidos foram bem filmados e injetam certa emoção à história no decorrer de seus 43 minutos. O roteiro belisca em algumas feridas dos personagens para incorporar um tom dramático junto à trama, o que deve dar algum caldo mais adiante.
Teorias conspiratórias, viagens no tempo e eventos sobrenaturais são alguns dos elementos que podem surgir para dar resposta ou aumentar mais ainda este novo mistério televisivo. As evidências apresentadas no episódio-piloto levam a crer que pode estar surgindo um assemelhado de Lost, tanto pela estrutura do show quanto pela temática. Façam-se votos para que a série se sobressaia a tais comparações, ou ainda, não se torne um nó de impossibilidades e falta de explicações e não tome o mesmo ritmo de sobe-e-desce de sua "matriz".

»JUKEBOX: A trilha sonora da construção deste post foi o álbum V da Legião Urbana, de 1991.«


»MAURICIOPÉDIA: Flash Forward estréia oficialmente na TV americana no próximo dia 24/09 e não tem previsão ainda de estréia no Brasil. Já existe uma versão de qualidade regular do episódio-piloto disponível para download, que, segundo divulgação, simplesmente "vazou" na Internet.«