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sexta-feira, 21 de maio de 2010

O FIM DA 1ª TEMPORADA DE "V"

Após uma premiére recordista, a ponto de bater a estreia de Lost de 2004, V foi perdendo audiência, fato que se agravou após o retorno de um hiato de 3 meses. Mesmo com um alto custo de produção, ainda assim a rede americana ABC deu a preferência de permanência à série em sua grade de programação, optando pelo cancelamento de FlashForward.
Na última terça-feira, 18 de maio, foi ao ar o encerramento da 1ª temporada deste remake de ficção científica, que narra a invasão da Terra por visitantes de outro planeta. Parece que finalmente a história começou a acontecer, depois de 12 mornos episódios só de preparo.
A malvada Anna (Morena Baccarin) foi responsável por uma quantidade razoável de mortes e maldades ocorridas nesta reta inicial, em prol do objetivo maior de invasão da Terra - a cada investida, a baixeza de seu caráter se tornava mais evidente, a ponto de mandar quebrar as pernas da própria filha Lisa (Laura Vandervoort) ou de aplicar uma injeção letal em Val (Lourdes Benedicto) logo após a moça dar à luz ao bebê híbrido, metade humano/metade V. Pelas mãos de Anna foi dado também o comando de início da invasão, veiculado neste último episódio, entitulado Red Sky (Céu Vermelho).
Quanto aos mocinhos da trama, restou-lhes uma sucessão de pequenas conquistas e grandes derrotas e a promessa de traições e novas alianças. O acordo de Kyle Hobbes (Charles Mesure) com os V's, a virada a favor dos humanos feita por Lisa e a descoberta feita pelo insosso repórter Chad Decker (Scott Wolf) foram as grandes revelações deste final de temporada, que servirão de guia para a próxima fall season. Com a eminência da invasão, a expectativa será grande na continuação da série, quando finalmente os planos serão revelados, um rastro de sangue e destruição assolará nosso querido planeta e finalmente as máscaras cairão, revelando a horrível e escamosa pele de lagarto dos visitantes.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

V

A primeira impressão é a que fica, dizem por aí... Para não deixar passar nada, encerrei minha sessão de séries de hoje para sentar frente ao computador e escrever sobre a estréia que acabei de assistir: V. O remake da série homônima dos anos 80 (1983-1984) debutou no dia de ontem na televisão americana, sem muitas novidades e tampouco originalidade.
Em meio a naves espaciais, teorias da conspiração, provas de fé e traições, a série narra a chegada de extraterrestres em nosso planeta. A princípio parecendo pacíficos, logo os Visitantes (daí o título "V") revelam-se agressivos e mostram suas verdadeiras intenções de dominar a Terra, trabalho que, a vir a se descobrir em seguida, já vinha sendo preparado secretamente há muito tempo por espiões disfarçados entre os humanos.
Os seres, com aparência idêntica à humana, assim como no original, escondem uma estrutura escamosa, como lagartos. São inteligentes, avançados tecnologicamente, bem armados e convincentes, pois iniciam a execução de seu plano pela conquista da confiança dos terráqueos, para em breve dar seu bote. A partir daí, deve se desencadear uma guerra entre humanos e extraterrestres, com direito a vitórias, baixas, traições e reviravoltas mil. O piloto apenas acendeu a chama da história, mostrando a chegada das naves, apresentando os personagens e dando as primeiras impressões do que está por vir.
No elenco, uma compilação de alguns "ex" de outras séries conhecidas nossas, como Elizabeth Mitchell (a Juliet de Lost), Joel Gretsch (o Tom Baldwin de The 4400) e Scott Wolf (já passado por Party Of Five e The Nine, entre outras).
Impressões? Eu gostei! Bastante ação, fácil compreensão da história, bons efeitos visuais - nada mais que entretenimento puro. Verdade que ainda tenho lembranças de parte da série original e posso dizer que essa diferença de 25 anos foi gratificante para renovar pelo menos visualmente a trama. Quanto ao roteiro e ao andamento da história, é preciso um tempo mais para analisar os rumos que serão tomados.
Trabalhar em um remake é algo complicado, pois é preciso oferecer um diferencial em relação ao original, e esta nova/velha série, apesar de ter levado ao ar um episódio piloto bem movimentado, não mostra sinais de que terá força para durar por muito tempo. A idéia é interessante e é válido reviver um bom momento televisivo de uma década tão querida como a de 80, mas se a insistência pelos moldes e pela linguagem da época persistir, os alienígenas dificilmente se manterão no ar por mais de uma temporada.

»JUKEBOX: A trilha sonora do post ficou por conta de Strange Little Girls, álbum de covers da cantora Tori Amos lançado em 2001.«