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segunda-feira, 24 de maio de 2010

LOST: PERDIDO PARA SEMPRE?

Definitivamente o fim. Neste domingo foi ao ar o tão aguardado final preparado para os sobreviventes do voo Oceanic 815. Depois de 6 anos, Lost terminou. Muitas perguntas ficaram no ar e agora é tarde para mais respostas.
É impossível negar que Lost foi a série da década: assim como Arquivo-X esteve para os anos 90, a saga dos náufragos da ilha misteriosa, no ar desde 2004, foi um fenômeno dentro e fora da televisão. Lost bombou na mídia, nos jogos, nas rodas de conversas e, sobretudo, na Internet. Teorias, desfechos e soluções foram dadas para resolver os segredos da ilha e seus fenômenos inexplicáveis. O capítulo final, veiculado com o adequado título de The End (O Fim), era aguardado desde o anúncio do final da série (em 2007) por uma legião de fãs e curiosos, na esperança de respostas para uma infinidade de questões.
Em termos de respostas, muito pouco foi dado: os mistérios da ilha continuam sem explicação - para a indignação de muitos, diversas dessas explicações ficarão a critério da imaginação e da interpretação de cada um. Este episódio final, com duração em torno de 110 minutos, tem em sua primeira metade o mais do mesmo que a série vinha mostrando nesta sexta e última temporada: enrolação e preparação para um clímax. Na segunda metade, sobretudo na última meia hora, a trama começa a correr efetivamente e passa a ter ares de final. Não se pode dizer que a série ficou sem seu final - que pode não ter sido elucidativo, mas ainda assim foi fechado, certeiro e, sob certo ângulo, emocionante e até bonito, onde a melhor solução encontrada foi a distração.
Distração. Na ausência de uma explicação plausível que pudesse justificar a teia de absurdos cultivada em 6 anos de show, a saída foi desviar o foco da audiência. A ilha continuou a ser o palco da ação principal, mas a criação dos chamados flash-sidewyas (algo como realidades paralelas), aparentemente sem pé nem cabeça no contexto inicial, foram tornando-se instigantes e chamando cada vez mais a atenção para si. Desde a aparição dos flash-sideways, os produtotes haviam anunciado que a relação dessas realidades com a história na ilha seria o grande mote da temporada e, consequentemente, do final da série, uma das poucas promessas que foi efetivamente cumprida. Muitas das respostas sobre a ilha ficaram no ar, perdidas com ela no meio do oceano. O desfecho da trama, embora pouco surpreendente, foi armado de forma tão tocante e bela que, naquele momento não sobrou espaço para indignação ou perguntas. O que ficou foi uma sensação de saudade e despedida, com uma pontinha de tristeza. Foi como uma etapa concluída, o fim de uma brincadeira que durou por 6 anos e uma despedida que, além de tardia, era necessária. E mais: uma bela demonstração da mágica da distração, onde não é preciso explicar nada quando se sabe desviar os olhos alheios para o lado. Que Lost descanse em paz, pois as perguntas continuarão a incomodar por muito tempo.

domingo, 23 de maio de 2010

LOST: ESTÁ CHEGANDO A HORA!

É chegada a grande hora! Esta noite a rede de TV americana ABC leva ao ar o episódio final de Lost, uma das séries mais instigantes e misteriosas (e enroladoras) de todos os tempos. Com o título The End (Parts 1 e 2), o episódio duplo contará com 2 horas de duração e corresponderá aos 17° e 18° capítulos da 6ª e última temporada. Por fim o público descobrirá o desfecho da história dos passageiros do vôo Oceanic 815 que, infortunadamente, caiu naquela misteriosa ilha, habitat de ursos polares, fumaças assassinas, milagres e fenômenos inexplicáveis.
A expectativa é alta para saber quais rumos a história e seus personagens tomarão em seus últimos momentos no ar, mas baixa no que diz respeito às explicações de toda a teia de mistérios e perguntas que a série teceu no decorrer dos seus 6 anos. Há pistas, comentários e conspirações que sugerem que muito do que se vem perguntando não será respondido, o que provocará a indignação de muita gente. Agora, é contar os minutos e conferir o que ainda está por vir. A sorte está lançada!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

LOST - A TEMPORADA FINAL

ATENÇÃO: Este post contém spoilers!
Concretiza-se finalmente a espera de meses e inicia-se aquela que promete ser a última temporada de uma das séries de TV mais assistidas e comentadas dos últimos anos. A fama de Lost já foi muito além da ilha misteriosa onde encontram-se os sobreviventes do vôo Oceanic 815 e a série é reconhecida até mesmo por quem não a assiste. As perguntas continuam aflorando nas rodas de conversa, junto de teorias, explicações mirabolantes e reclamações por tanta morosidade no andar da trama e falta de respostas. E, pasmem, até para quem esperava que as respostas começariam a ser dadas, o remédio será esperar mais um pouco...
Sim, no episódio duplo que abriu a temporada, L.A. X, respostas é o que menos se tem. Em compensação, o número de perguntas e fatos absurdos continua a crescer. Primeiro, ficou no ar a história paralela do vôo Oceanic 815 chegando intacto em Los Angeles, dando novo rumo aos destinos dos personagens - o que aquilo significa ainda é uma incógnita. Na ilha, de volta ao presente, foi difícil engolir aquele enorme templo dos seguidores de Jacob (Mark Pellegrino) no meio da floresta, encontrado somente agora, sem ninguém saber de sua existência até então. Mais difícil ainda foi digerir o novo vilão que surgiu, agora escondido no corpo de Locke (Terry O'Quinn), com direito, inclusive, a transformações em fumaça preta.
No elenco, poucas alterações. Foi interessante acompanhar os créditos iniciais e perceber que terão mais destaque na série os personagens Ilana (Zuleikha Robinson) e Richard Alpert (Nestor Carbonell), além do retorno do nome de Emilie de Ravin, a desaparecida Claire - pelo visto, mais surpresas estão por vir! Juliet (Elizabeth Mitchell) morreu de vez e dificilmente reaparecerá na série (viva, pelo menos). Enquanto isso, os demais personagens continuam transitando pela ilha, tão perdidos quanto os telespectadores.
A previsão é fechar a temporada em 18 episódios em meados do fim do mês de maio. possivelmente com um episódio duplo. Palmas para a produção, que soube a hora de parar e trabalhou na série para que a história se fechasse no tempo acordado. Vaias para o anúncio de que a série terminará sem respostas para "alguns" mistérios e para a frustração causada por um episódio de estréia morno, com pouca emoção e sem esclarecimentos. O caminho a ser tomado até o final parece o mais óbvio: o mesmo das novelas da Globo, que chovem no molhado por meses e deixam para resolver tudo no último dia. Mas, se vai ser isso mesmo, é só mais uma das muitas perguntas que não me parecem ter mais resposta.

»JUKEBOX: Em um dia para morrer de calor, nada como uma trilha sonora de ventilador no máximo. No som, Adriana Partimpim Dois, de 2009.«

domingo, 17 de janeiro de 2010

SÉRIES: CONFUSÕES NAS TEMPORADAS

Não é só pelas histórias que as séries nos confundem às vezes. Em diversas delas, principalmente as que têm continuidade e precisam de uma sequência lógica para seguir, perder um episódio ou assistí-lo fora de ordem pode significar uma confusão total na compreensão da história ou ainda estragar inúmeras surpresas até então não reveladas. O problema é que há casos em que este tipo de confusão é causado pelas próprias produções das séries ou pelas emissoras que as veiculam. A seguir, 3 exemplos clássicos e bem recentes.

NIP/TUCK: A simples virada de ano foi desculpa mais que razoável para a 6ª (e até então última temporada) ser finalizada em 10 episódios, sem aviso prévio. A série retornou agora em janeiro com o rótulo de 7ª temporada e com a história evoluída em alguns meses no tempo, sem uma recapitulação ou mera explicação dos fatos omitidos. Possivelmente um artifício para o lançamento de um box a mais em DVD e a garantia de um lucro maior em cima os últimos suspiros da série.

FRINGE: Estacionada desde o início de dezembro, a série retornou na última segunda-feira (11/01), com o 11° episódio da 2ª temporada. Ao término do episódio, uma dúvida geral: um personagem que havia morrido recentemente apareceu e interagiu com o restante do elenco como se nada houvesse ocorrido. Os mais afoitos começaram a levantar teorias sobre como ele estava de volta e logo veio uma explicação mais que plausível: a 1ª temporada foi comprada pela Fox com 21 episódios, dos quais somente 20 foram ao ar. Inexplicavelmente veicularam esse episódio, embora bacana, "perdido", fora de seu dia de exibição (o dia correto é quinta-feira) e fora de ordem, como se constasse na sequencia normal. O que se pensou ser o episódio 02X11 foi, na verdade, o 01X21. Na quinta a história voltou aos eixos, porém seguindo a sequencia incorreta, retornando com o 02X12. Vá entender!

LOST: Este provavelmente foi o campeão de equívocos! Em geral comento as séries em sincronia com o que passa nos EUA, mas por curiosidade assisti a uma gravação do episódio-resumo que a Rede Globo exibiu antes de iniciar a 5ª temporada de Lost, no dia 04/01. O que era para ser um resumo dos acontecimentos até o final da 4ª temporada, na verdade foi um especial exibido lá fora na metade da 5ª temporada. Para quem não havia assistido ainda, foi uma decepção - as surpresas e os pontos altos de acontecimentos até a metade da 5ª temporada foram entregues antes mesmo dos episódios irem ao ar. Mico total por falta de informação do seu Plim-Plim.

»JUKEBOX: A trilha de hoje foi o álbum homônimo e de estréia de Maria Gadú, lançado em 2009.«

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FLASH FORWARD: O NOVO LOST?

Setembro de 2009, 11 horas da manhã: um apagão de consciência coletivo atinge toda a população do globo. O apagão dura exatos 2 minutos e 17 segundos. Ao acordar, ninguém se lembra do que aconteceu a sua volta durante esse tempo, mas recorda de acontecimentos presenciados no futuro.
Partindo dessa premissa e ambientada em Los Angeles, Flash Forward é a nova série da emissora americana ABC que chega, segundo alguns, para alimentar a fome de mistérios dos seriemníacos que ficarão órfãos de Lost a partir de maio de 2010, quando a série concluirá sua sexta e última temporada lá fora.
No elenco, os nomes mais conhecidos são os de Joseph Fiennes (ator inglês de cinema, que protagonizou, entre outros filmes, Shakespeare Apaixonado e Lutero) e Sonya Walger (a Penelope Widmore do já citado Lost).
O episódio-piloto, entitulado No More Good Days (algo que pode ser traduzido como "Bons Dias Nunca Mais"), apresenta os eventos do apagão, introduz alguns personagens e deixa para o espectador um fio de mistério que há de ser tecido no decorrer da primeira temporada. Embora intrigante, o episódio é meramente razoável e não se prende muito aos personagens - tudo gira em torno do apagão, desde a preparação do cenário, o acontecimento em si e suas consequências. As cenas de perseguição e os acidentes exibidos foram bem filmados e injetam certa emoção à história no decorrer de seus 43 minutos. O roteiro belisca em algumas feridas dos personagens para incorporar um tom dramático junto à trama, o que deve dar algum caldo mais adiante.
Teorias conspiratórias, viagens no tempo e eventos sobrenaturais são alguns dos elementos que podem surgir para dar resposta ou aumentar mais ainda este novo mistério televisivo. As evidências apresentadas no episódio-piloto levam a crer que pode estar surgindo um assemelhado de Lost, tanto pela estrutura do show quanto pela temática. Façam-se votos para que a série se sobressaia a tais comparações, ou ainda, não se torne um nó de impossibilidades e falta de explicações e não tome o mesmo ritmo de sobe-e-desce de sua "matriz".

»JUKEBOX: A trilha sonora da construção deste post foi o álbum V da Legião Urbana, de 1991.«


»MAURICIOPÉDIA: Flash Forward estréia oficialmente na TV americana no próximo dia 24/09 e não tem previsão ainda de estréia no Brasil. Já existe uma versão de qualidade regular do episódio-piloto disponível para download, que, segundo divulgação, simplesmente "vazou" na Internet.«