
Quem teve o privilégio de assistir nesta terça-feira (14/09) ao espetáculo Qualquer Coisa de Intermédio de Adriana Calcanhotto na edição 2009 do festival Porto Alegre em Cena, saiu do Theatro São Pedro, na capital gaúcha, maravilhado. Adriana proporcionou à platéia uma noite em Portugal. Segundo a própria cantora, esse show especial até então havia sido apresentado uma única vez, em Paris, em 2007.
A cantora gaúcha radicada no Rio mostrou um espetáculo cênico, musicalmente diferente e competentemente produzido: figurino, cenografia, iluminação e banda - tudo em perfeita harmonia! No repertório, entre outras preciosidades, interpretações para Fernando Pessoa e Mario de Sá-Carneiro, poesia provençal, um pouco de nossa MPB e muito fado da "terrinha", incluindo a participação mais que especial da fadista portuguesa Mísia, em um trabalho emocionante.
Adriana, linda em um vestido de malha preto até os pés, mostra que tem presença de palco também como intérprete teatral - assim como canta, lê e incorpora as letras e os poemas. Sempre contida, sua bela e suave voz não se intimida nem mesmo ante à voz poderosa de sua convidada portuguesa e nos presenteia com alguns belos duetos. Em momentos de descontração, Calcanhotto se dirige com simpatia ao público, agradece, conta passagens curiosas e até ensina: ela explica, por exemplo, que o fado é uma música que se pode colocar outra letra em cima da melodia, sem precisar alterá-la.
A música e a poesia lusitana se fundem neste belíssimo espetáculo, deixando algumas brechas para Adriana homengear ainda mestres de nossa música que flertam com a música portuguesa, como Caetano Veloso (em Os Argonautas) e Chico Buarque (em Fado Tropical). De seu repertório, somente o recente sucesso Três (Marina Lima / Antônio Cícero) e a divertida Formiga Bossa-Nova (do álbum Adriana Partimpim, cuja gravação do seu sucessor a cantora confessou em primeira mão ter finalizado no último final de semana).
Como comentado após o show, seria bem-vindo um registro oficial. Por enquanto, prefiro acreditar que foi uma oportunidade especial poder presenciar uma apresentação ímpar, que, assim como os amores dos poemas portugueses, deixa uma lembrança cheia de saudades.
»JUKEBOX: Este post foi escrito ao som do álbum mais recente de Adriana Calcanhotto, "Maré", lançado em 2008.«
»MAURICIOPÉDIA 1: A expressão "Qualquer Coisa De Intermédio", que dá nome ao show, foi extraída do poema "O Outro", de autoria do poeta português Mario de Sá-Carneiro. O poema foi escrito em 1914, musicado por Adriana e registrado em seu álbum ao vivo "Público", de 2000.«
»MAURICIOPÉDIA 2: Aos interessados, o site oficial da fadista Mísia é http://www.misia-online.com.«
A cantora gaúcha radicada no Rio mostrou um espetáculo cênico, musicalmente diferente e competentemente produzido: figurino, cenografia, iluminação e banda - tudo em perfeita harmonia! No repertório, entre outras preciosidades, interpretações para Fernando Pessoa e Mario de Sá-Carneiro, poesia provençal, um pouco de nossa MPB e muito fado da "terrinha", incluindo a participação mais que especial da fadista portuguesa Mísia, em um trabalho emocionante.
Adriana, linda em um vestido de malha preto até os pés, mostra que tem presença de palco também como intérprete teatral - assim como canta, lê e incorpora as letras e os poemas. Sempre contida, sua bela e suave voz não se intimida nem mesmo ante à voz poderosa de sua convidada portuguesa e nos presenteia com alguns belos duetos. Em momentos de descontração, Calcanhotto se dirige com simpatia ao público, agradece, conta passagens curiosas e até ensina: ela explica, por exemplo, que o fado é uma música que se pode colocar outra letra em cima da melodia, sem precisar alterá-la.
A música e a poesia lusitana se fundem neste belíssimo espetáculo, deixando algumas brechas para Adriana homengear ainda mestres de nossa música que flertam com a música portuguesa, como Caetano Veloso (em Os Argonautas) e Chico Buarque (em Fado Tropical). De seu repertório, somente o recente sucesso Três (Marina Lima / Antônio Cícero) e a divertida Formiga Bossa-Nova (do álbum Adriana Partimpim, cuja gravação do seu sucessor a cantora confessou em primeira mão ter finalizado no último final de semana).
Como comentado após o show, seria bem-vindo um registro oficial. Por enquanto, prefiro acreditar que foi uma oportunidade especial poder presenciar uma apresentação ímpar, que, assim como os amores dos poemas portugueses, deixa uma lembrança cheia de saudades.
»JUKEBOX: Este post foi escrito ao som do álbum mais recente de Adriana Calcanhotto, "Maré", lançado em 2008.«
»MAURICIOPÉDIA 1: A expressão "Qualquer Coisa De Intermédio", que dá nome ao show, foi extraída do poema "O Outro", de autoria do poeta português Mario de Sá-Carneiro. O poema foi escrito em 1914, musicado por Adriana e registrado em seu álbum ao vivo "Público", de 2000.«
»MAURICIOPÉDIA 2: Aos interessados, o site oficial da fadista Mísia é http://www.misia-online.com.«



Gostaria de escrever um pouco sobre os tão na moda reality-shows, mais precisamente sobre o No Limite, que ressurgiu na telinha do Plim-Plim na última quinta-feira, 30 de julho. Lembro que assisti o primeiro, não vi o segundo e até então ignorava a existência de um terceiro que chegou a existir. Na tentativa de lutar contra a concorrência cada vez mais acirrada do canal da Igreja Universal do Reino de Deus (Aleluia, Irmãos!), o Seu Globo trouxe de volta a competição, até então considerada extinta da grade da programação, para uma quarta edição, desta vez no estado do Ceará, com um número maior de competidores (agora são 20) e com maior veiculação (o formato semanal foi trocado por 2 dias - quintas e domingos - e pequenos flashes nos demais, durante o horário ainda chamado nobre).

Desde os primórdios de Chuck Berry, passando pelo fenômeno Elvis Presley, o estouro dos Beatles e dos Rolling Stones, o rock foi crescendo com força e produzindo grandes nomes. O Festival de Woodstock no final dos anos 60 e toda a década de 70 foram marcados pela formação de verdadeiras lendas, das quais muitas ainda estão na ativa. Foi ainda a a época do surgimento das grandes bandas, do nascimento do punk e de perdas indesperadas de diversos ídolos que, por conta de vícios e de uma febre chamada sucesso, entraram na onda do "viva intensamente, morra jovem".