
Eclipse (The Twilight Saga: Eclipse, 2010), terceira parte da quadrilogia escrita por Stephenie Meyer, era um dos títulos cinematográficos mais aguardados para este ano, senão o principal. Em torno da história do romance entre a mortal Bella Swan (Kristen Stewart) e o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson) formou-se um universo de produtos e histórias derivadas, arrebanhando milhões de fãs ao redor do globo terrestre. O público jovem, principalmente o adolescente, é o alvo principal da trama, que tem visual, som e enredo feitos sob medida para conquistar a molecada, sobretudo as meninas.
A constatação sobre Eclipse é subjetiva - para quem gosta, deve ser ótimo; para quem não gosta, é mais do mesmo. Apesar de todo o frisson gerado em torno do lançamento da fita, com promessas de menos inocência, mais ação e mais terror, na essência acaba sendo igual aos seus antecessores Crepúsculo (Twilight, 2008) e Lua Nova (New Moon, 2009): um romance juvenil, com direito a triângulos amorosos, promessas eternas, a chance de fazer o absurdo tornar-se real em nome desse amor e toda a sorte de malfeitores que querem acabar com a união. O que destaca a franquia desde seu primeiro volume é o emprego do caráter sobrenatural, envolvendo vampiros e lobisomens.
A presença do diretor David Slade (de Menina-má.com e 30 Dias De Noite) na condução do projeto garantiu um pouco mais de realismo às criaturas e às cenas de ação, mas é difícil realizar um trabalho mais intenso do que isso com o material em mãos. Além de ser muito mais um romance do que um thriller de horror, a autora dos livros aplicou à história doutrinas e valores tradicionais, como a defesa à virgindade e aos bons costumes, algo meio contraditório para um vampiro. É patética a cena em que Bella tenta fazer sexo com Edward e ele lhe responde que prefere respeitá-la até o casamento, pois ele é de um outro tempo e tem outros costumes... Vá saber!
As cenas com pitadas de terror são o que há de melhor no filme. Os atores melhoraram a performance, a maquiagem outrora estilo minâncora está bem melhor e a produção é impecável, cheia de locações bonitas e boa fotografia. A trilha sonora rock 'n' roll moderna é bacaninha também. O que falta à trama é movimento, ação: durante suas pouco mais de duas horas vai-se preparando uma guerra entre vampiros recém-nascidos contra o clã dos Cullen e a alcateia de lobisomens liderada por Jacob Black (Taylor Lautner), o rival de Edward na disputa por Bella. Tudo aponta para uma batalha apoteótica, mas na hora "H" é decepcionante, rapidamente resolvida e com muito pouco sangue. O mesmo acontece na luta final entre Edward e a vampira Victoria (Bryce Dallas Howard). Há provocação mas não há finalização.
Acima de qualquer impressão, Eclipse já está sendo um grande sucesso, quebrando diversos records, arrastando os fãs para o cinema e enchendo mais ainda o bolso dos produtores, mas opinião é opinião e cada um tem a sua.
A constatação sobre Eclipse é subjetiva - para quem gosta, deve ser ótimo; para quem não gosta, é mais do mesmo. Apesar de todo o frisson gerado em torno do lançamento da fita, com promessas de menos inocência, mais ação e mais terror, na essência acaba sendo igual aos seus antecessores Crepúsculo (Twilight, 2008) e Lua Nova (New Moon, 2009): um romance juvenil, com direito a triângulos amorosos, promessas eternas, a chance de fazer o absurdo tornar-se real em nome desse amor e toda a sorte de malfeitores que querem acabar com a união. O que destaca a franquia desde seu primeiro volume é o emprego do caráter sobrenatural, envolvendo vampiros e lobisomens.
A presença do diretor David Slade (de Menina-má.com e 30 Dias De Noite) na condução do projeto garantiu um pouco mais de realismo às criaturas e às cenas de ação, mas é difícil realizar um trabalho mais intenso do que isso com o material em mãos. Além de ser muito mais um romance do que um thriller de horror, a autora dos livros aplicou à história doutrinas e valores tradicionais, como a defesa à virgindade e aos bons costumes, algo meio contraditório para um vampiro. É patética a cena em que Bella tenta fazer sexo com Edward e ele lhe responde que prefere respeitá-la até o casamento, pois ele é de um outro tempo e tem outros costumes... Vá saber!
As cenas com pitadas de terror são o que há de melhor no filme. Os atores melhoraram a performance, a maquiagem outrora estilo minâncora está bem melhor e a produção é impecável, cheia de locações bonitas e boa fotografia. A trilha sonora rock 'n' roll moderna é bacaninha também. O que falta à trama é movimento, ação: durante suas pouco mais de duas horas vai-se preparando uma guerra entre vampiros recém-nascidos contra o clã dos Cullen e a alcateia de lobisomens liderada por Jacob Black (Taylor Lautner), o rival de Edward na disputa por Bella. Tudo aponta para uma batalha apoteótica, mas na hora "H" é decepcionante, rapidamente resolvida e com muito pouco sangue. O mesmo acontece na luta final entre Edward e a vampira Victoria (Bryce Dallas Howard). Há provocação mas não há finalização.
Acima de qualquer impressão, Eclipse já está sendo um grande sucesso, quebrando diversos records, arrastando os fãs para o cinema e enchendo mais ainda o bolso dos produtores, mas opinião é opinião e cada um tem a sua.


O grande desafio da vida é seguir adiante e a máquina não pára. Hoje é um pouco triste lembrar de um Michael Jackson decadente, quase irreconhecível pelas dezenas de cirurgias plásticas as quais se submeteu, acusado de atos que não se puderam provar, mas que contribuiram para parte da degradação de seu nome. Foi irônico ver toda aquela novidade dos tempos de Thriller e o luxo visual dos tempos de Dangerous se desintegrar em uma carreira que tinha tudo para ser brilhante e que quase terminou reduzida a pó, em meio a escândalos e excentricidades. Michael Jackson, ainda que sem intenção, saiu de cena exatamente no momento em que todos os olhos do mundo voltavam-se para ele com sua turnê de despedida. O que ele seria a partir dali como artista não se saberá. O que se conhece é só o que se viveu - e todos sabemos como Michael viveu, quais foram suas escolhas e quais foram suas consequências. Sem julgamentos.





