
Após quase 6 meses, exceto por algumas aparições tímidas no Twitter, o blog retoma suas atividades. Neste período muita coisa foi vista e descoberta, algumas muito boas, outras nem tanto, como é prache na vida... Antes de situar a nave no tempo presente, achei de bom grado me redimir dos meus 2 ou 3 leitores e fazer um resumo do que rolou de mais bacana na telinha, na telona e nos palcos, dentro daquilo que minha niqueleira pôde bancar. Então, sem muita enrolação, vamos lá!
-SHOWS MUSICAIS-
Adriana Partimpim: Dois É Show
Alter-ego da cantora Adriana Calcanhotto, a personagem de óculos de papelão e voz delicada pintou como uma das grandes atrações do Porto Alegre Em Cena deste ano. No repertório, músicas do mais recente álbum (Dois), mescladas com as do primeiro. Um show divertido e muito bem produzido, mas muito gessado e com pouca espontaniedade, praticamente idêntico ao que já se pode conferir no DVD lançado no mês de outubro.
Pedro Abrunhosa & Comitê Caviar
O cantor pop português foi um dos grandes destaques internacionais do Em Cena, apresentando no show seu último álbum e sucessos de sua carreira. A plateia, que o recebeu com frieza no início, foi sendo cativada aos poucos e saiu satisfeita com a performance competente do artista lusitano.
Luiz Tatit: Sem Destino
Ainda no Em Cena, o cantor paulista deu um banho de talento com sua simpatia, suas canções muito bem letradas, bons músicos e participações mais que especiais, como a da cantora Ná Ozzetti.
Green Day: 21st Century Breakdown Tour
Em turnê pelo Brasil, a banda californiana aportou em Porto Alegre (Gigantinho, 13 de outubro) com pirotecnia, som pesado, maquiagem borrada e um concerto com duração de quase 3 horas, onde desfilou sucessos de ontem e de hoje, de uma carreira de mais de 20 anos. Um grandioso espetáculo, cercado por muita expectativa, que terminou muito bem elogiado, embora a postura da banda tenha se tornado a de recreacionistas de playground, literalmente lotado de crianças. É fato, o tempo passou, mas a banda continuou se mantendo jovem a ponto de ter ficado pra trás em relação aos fãs, que envelheceram - a tática foi cativar o público da geração de hoje, o que, pelo que se comprovou, foi feito com maestria.
Black Eyed Peas: The E.N.D. Tour
No dia 30 de outubro, Will.i.am, Fergie e cia trouxeram pela terceira vez uma turnê do Black Eyed Peas a Porto Alegre. Foi um show magnífico, marcado por batidas eletrônicas (do hip-hop e do dance, a nova adesão da banda), muitos sucessos que marcaram a geração dos dias de hoje e um espetáculo visual de lasers, telões e efeitos especiais. Mais que sua música, a banda trouxe o futuro em sua turnê.
-CDs DE MÚSICA NACIONAL-
Dentre as coisas bacanas que surgiram no cenário nacional nos últimos meses, tem o novo de Vanessa Da Mata (Bicicletas, Bolos E Outras Alegrias), com a maioria das canções de autoria da própria cantora, tratando de infância, relacionamentos e "coisas de menina" - um trabalho que merece ser conferido.
O pernambucano Lenine compilou seus lados-B em Lenine.doc: Trilhas, reunindo trabalhos feitos para trilhas de especiais, novelas e filmes, entre outros - faixas nunca antes lançadas em seus álbuns. Tem muita coisa bacana a ser desbravada neste trabalho, de um artista de talento ímpar em nossa MPB.
Uma volta no túnel do tempo forma a coletânea Sabiá Marrom: O Samba Raro De Alcione, com gravações até então inéditas da "Marrom" no formato CD, incluindo compactos, lados-B, faixas ao vivo, covers, participações em trilhas e até versões de seus sucessos em espanhol. Uma boa pedida para quem é fã da cantora.
No formato ao vivo, sairam os registros mais recentes de Nando Reis (com seu Bailão Do Ruivão - uma mescla de celebração dos velhos tempos com o que há de mais brega no cancioneiro popular), Roupa Nova, Simone, Ivete Sangalo (com o show gravado em Nova York), Maria Gadú, Skank e Maria Bethânia, com seu vibrante Amor, Festa, Devoção.
-CDs GRINGOS-
A pop star Rihanna lançou seu mais recente álbum Loud na carona do sucesso que foi seu dueto com o rapper Eminem em "Love The Way You Lie" e, em pouco mais de 2 meses, já estourou com os singles "Only Girl (In The World)" e "What's My Name". O álbum é culminado pela batida eletrônica, com bem menos hip-hop e reggae, ritmos que marcaram presença forte em seus últimos trabalhos.
Katy Perry reforça o sucesso de seu álbum de estreia com seu recente Teenage Dream, tendo como carros-chefe "California Gurls" (considerado o grande hit do verão americano) e a faixa-título, que atualmente vem bombando nas paradas musicais. Trata-se de um álbum simples de cantora pop, gostoso de se ouvir, e, talvez até melhor que seu antecessor.
Shakira resolveu voltar um pouco às origens latinas com Sale El Sol, de resultado duvidoso: o álbum é uma mescla de canções curtinhas e alegrinhas, sem peso e com a maioria das letras descartáveis, longe da artista criativa que estourou no meio dos anos 90 e muito mais próxima da Barbie que ela se tornou quando sua carreira caiu nas mãos do produtos Emilio Estefan Jr.
O Black Eyed Peas soltou no finalzinho de novembro o álbum The Beggining, uma espécie de sequência de seu álbum anterior, The E.N.D., seguindo a linha dançante e recheado de loops, beats e samplers.
Glee, a atual sensação da Fox no mundo das séries, já despejou em seus primeiros 10 episódios, 3 álbuns: um chatíssimo em homenagem ao The Rock Horror Show, um cafona de Natal (até agora o único disponível para venda no Brasil) e o Volume 4 dos episódios regulares, um dos melhores até agora, recheado de sucessos radiofônicos atuais.
Tem ainda o novo de Sheryl Crow (100 Miles From Memphis) - com várias de participações especiais e com pouca pretensão comercial -, o debut do grupo country (e bem interessante) Lady Antebellum, Christina Aguilera em dose dupla, com seu pouco expressivo Bionic e com a trilha sonora do filme Burlesque (onde ela atua e canta ao lado da veterana Cher), os novos álbuns dos retomados Stone Temple Pilots e Creed. E segue a lista!
Amanhã eu volto para comentar sobre as séries de TV que rolaram neste hiato!
-SHOWS MUSICAIS-
Adriana Partimpim: Dois É Show
Alter-ego da cantora Adriana Calcanhotto, a personagem de óculos de papelão e voz delicada pintou como uma das grandes atrações do Porto Alegre Em Cena deste ano. No repertório, músicas do mais recente álbum (Dois), mescladas com as do primeiro. Um show divertido e muito bem produzido, mas muito gessado e com pouca espontaniedade, praticamente idêntico ao que já se pode conferir no DVD lançado no mês de outubro.
Pedro Abrunhosa & Comitê Caviar
O cantor pop português foi um dos grandes destaques internacionais do Em Cena, apresentando no show seu último álbum e sucessos de sua carreira. A plateia, que o recebeu com frieza no início, foi sendo cativada aos poucos e saiu satisfeita com a performance competente do artista lusitano.
Luiz Tatit: Sem Destino
Ainda no Em Cena, o cantor paulista deu um banho de talento com sua simpatia, suas canções muito bem letradas, bons músicos e participações mais que especiais, como a da cantora Ná Ozzetti.
Green Day: 21st Century Breakdown Tour
Em turnê pelo Brasil, a banda californiana aportou em Porto Alegre (Gigantinho, 13 de outubro) com pirotecnia, som pesado, maquiagem borrada e um concerto com duração de quase 3 horas, onde desfilou sucessos de ontem e de hoje, de uma carreira de mais de 20 anos. Um grandioso espetáculo, cercado por muita expectativa, que terminou muito bem elogiado, embora a postura da banda tenha se tornado a de recreacionistas de playground, literalmente lotado de crianças. É fato, o tempo passou, mas a banda continuou se mantendo jovem a ponto de ter ficado pra trás em relação aos fãs, que envelheceram - a tática foi cativar o público da geração de hoje, o que, pelo que se comprovou, foi feito com maestria.
Black Eyed Peas: The E.N.D. Tour
No dia 30 de outubro, Will.i.am, Fergie e cia trouxeram pela terceira vez uma turnê do Black Eyed Peas a Porto Alegre. Foi um show magnífico, marcado por batidas eletrônicas (do hip-hop e do dance, a nova adesão da banda), muitos sucessos que marcaram a geração dos dias de hoje e um espetáculo visual de lasers, telões e efeitos especiais. Mais que sua música, a banda trouxe o futuro em sua turnê.
-CDs DE MÚSICA NACIONAL-
Dentre as coisas bacanas que surgiram no cenário nacional nos últimos meses, tem o novo de Vanessa Da Mata (Bicicletas, Bolos E Outras Alegrias), com a maioria das canções de autoria da própria cantora, tratando de infância, relacionamentos e "coisas de menina" - um trabalho que merece ser conferido.
O pernambucano Lenine compilou seus lados-B em Lenine.doc: Trilhas, reunindo trabalhos feitos para trilhas de especiais, novelas e filmes, entre outros - faixas nunca antes lançadas em seus álbuns. Tem muita coisa bacana a ser desbravada neste trabalho, de um artista de talento ímpar em nossa MPB.
Uma volta no túnel do tempo forma a coletânea Sabiá Marrom: O Samba Raro De Alcione, com gravações até então inéditas da "Marrom" no formato CD, incluindo compactos, lados-B, faixas ao vivo, covers, participações em trilhas e até versões de seus sucessos em espanhol. Uma boa pedida para quem é fã da cantora.
No formato ao vivo, sairam os registros mais recentes de Nando Reis (com seu Bailão Do Ruivão - uma mescla de celebração dos velhos tempos com o que há de mais brega no cancioneiro popular), Roupa Nova, Simone, Ivete Sangalo (com o show gravado em Nova York), Maria Gadú, Skank e Maria Bethânia, com seu vibrante Amor, Festa, Devoção.
-CDs GRINGOS-
A pop star Rihanna lançou seu mais recente álbum Loud na carona do sucesso que foi seu dueto com o rapper Eminem em "Love The Way You Lie" e, em pouco mais de 2 meses, já estourou com os singles "Only Girl (In The World)" e "What's My Name". O álbum é culminado pela batida eletrônica, com bem menos hip-hop e reggae, ritmos que marcaram presença forte em seus últimos trabalhos.
Katy Perry reforça o sucesso de seu álbum de estreia com seu recente Teenage Dream, tendo como carros-chefe "California Gurls" (considerado o grande hit do verão americano) e a faixa-título, que atualmente vem bombando nas paradas musicais. Trata-se de um álbum simples de cantora pop, gostoso de se ouvir, e, talvez até melhor que seu antecessor.
Shakira resolveu voltar um pouco às origens latinas com Sale El Sol, de resultado duvidoso: o álbum é uma mescla de canções curtinhas e alegrinhas, sem peso e com a maioria das letras descartáveis, longe da artista criativa que estourou no meio dos anos 90 e muito mais próxima da Barbie que ela se tornou quando sua carreira caiu nas mãos do produtos Emilio Estefan Jr.
O Black Eyed Peas soltou no finalzinho de novembro o álbum The Beggining, uma espécie de sequência de seu álbum anterior, The E.N.D., seguindo a linha dançante e recheado de loops, beats e samplers.
Glee, a atual sensação da Fox no mundo das séries, já despejou em seus primeiros 10 episódios, 3 álbuns: um chatíssimo em homenagem ao The Rock Horror Show, um cafona de Natal (até agora o único disponível para venda no Brasil) e o Volume 4 dos episódios regulares, um dos melhores até agora, recheado de sucessos radiofônicos atuais.
Tem ainda o novo de Sheryl Crow (100 Miles From Memphis) - com várias de participações especiais e com pouca pretensão comercial -, o debut do grupo country (e bem interessante) Lady Antebellum, Christina Aguilera em dose dupla, com seu pouco expressivo Bionic e com a trilha sonora do filme Burlesque (onde ela atua e canta ao lado da veterana Cher), os novos álbuns dos retomados Stone Temple Pilots e Creed. E segue a lista!
Amanhã eu volto para comentar sobre as séries de TV que rolaram neste hiato!



O grande desafio da vida é seguir adiante e a máquina não pára. Hoje é um pouco triste lembrar de um Michael Jackson decadente, quase irreconhecível pelas dezenas de cirurgias plásticas as quais se submeteu, acusado de atos que não se puderam provar, mas que contribuiram para parte da degradação de seu nome. Foi irônico ver toda aquela novidade dos tempos de Thriller e o luxo visual dos tempos de Dangerous se desintegrar em uma carreira que tinha tudo para ser brilhante e que quase terminou reduzida a pó, em meio a escândalos e excentricidades. Michael Jackson, ainda que sem intenção, saiu de cena exatamente no momento em que todos os olhos do mundo voltavam-se para ele com sua turnê de despedida. O que ele seria a partir dali como artista não se saberá. O que se conhece é só o que se viveu - e todos sabemos como Michael viveu, quais foram suas escolhas e quais foram suas consequências. Sem julgamentos.









Fechando parênteses, vamos ao filme em si. Protagonizado por Jim Carrey e Ewan McGregor, a intenção é contar a história de Steven Russell (Carrey), um homem que, em certo ponto de sua vida, assume a homossexualidade e parte para uma vida de luxo e consumo, onde a saída para seu sustento se torna a prática de pequenos golpes, o que o leva à cadeia, onde lá conhece o tal Phillip Morris do título (McGregor), e por ele se apaixona. A partir desse ponto, a vida torna-se ainda mais cheia de confusões para o sujeito, onde a quantidade e a gravidade de seus golpes aumentam gradativamente, assim como suas mentiras e suas novas idas, vindas e fugas da cadeia.


Esta sequência foge mais da realidade da série e se concentra na viagem de Carrie, Charlotte (Kristin Davis), Miranda (Cynthia Nixon) e Samantha (Kim Cattrall) a Abu Dabhi, um dos Emirados Árabes. Desta vez Samantha está às voltas com uma terapia de hormônios para manter-se jovem, Charlotte com dificuldades em criar suas duas filhas pequenas, Miranda em firmar-se profissionalmente, e, Carrie, como sempre, envolvida com suas habituais crises emocionais com Mr. Big (Chris Noth) e, para dar uma apimentada no conflito, ressurge Aidan (John Corbett), um amor do passado.
Love In An Elevator foi a primeira, seguida de Mama Kin, Falling In Love (Is Hard On The Knees) e Pink. Neste momento a platéia já estava em transe, quando veio a balada arrasadora Dream On em um dos momentos mais bonitos do show. Livin' On The Edge veio em seguida e, na sequência, uma pausa para resolução de dificuldades técnicas. Em menos de 5 minutos, a banda já executava Jaded no palco. Deste ponto em diante a minha memória já não lembra a ordem certa, mas foram apresentadas Rag Doll, as baladas Crazy, Cryin', I Don't Want To Miss A Thing (possivelmente o refrão mais cantado pela platéia) e a bela What It Takes, do álbum Pump, com direito ao vocal desencontrado e desafinado do público, em um momento que o vocalista bocudo resolveu brincar um pouco com os fãs.

Distração. Na ausência de uma explicação plausível que pudesse justificar a teia de absurdos cultivada em 6 anos de show, a saída foi desviar o foco da audiência. A ilha continuou a ser o palco da ação principal, mas a criação dos chamados flash-sidewyas (algo como realidades paralelas), aparentemente sem pé nem cabeça no contexto inicial, foram tornando-se instigantes e chamando cada vez mais a atenção para si. Desde a aparição dos flash-sideways, os produtotes haviam anunciado que a relação dessas realidades com a história na ilha seria o grande mote da temporada e, consequentemente, do final da série, uma das poucas promessas que foi efetivamente cumprida. Muitas das respostas sobre a ilha ficaram no ar, perdidas com ela no meio do oceano. O desfecho da trama, embora pouco surpreendente, foi armado de forma tão tocante e bela que, naquele momento não sobrou espaço para indignação ou perguntas. O que ficou foi uma sensação de saudade e despedida, com uma pontinha de tristeza. Foi como uma etapa concluída, o fim de uma brincadeira que durou por 6 anos e uma despedida que, além de tardia, era necessária. E mais: uma bela demonstração da mágica da distração, onde não é preciso explicar nada quando se sabe desviar os olhos alheios para o lado. Que Lost descanse em paz, pois as perguntas continuarão a incomodar por muito tempo.




Entitulado I Guess This Is Goodbye (algo traduzido como Acho Que Isto É Um Adeus), o capítulo derradeiro da fall season 2009/2010 foi efetivamente um festival de despedidas. Infelizmente, os rumos da história obrigaram a saída de Angie, Nick (Jeffrey Nordling) e Danny Bolen (Beau Mirchoff), uma das famílias passageiras mais instigantes e apimentadas que já pisaram na rua das desesperadas. A temporada ainda levou Wisteria Lane, durante o avanço dos episódios, a dizer adeus ao ex-marido de Susan - Karl (Richard Burgi) -, à biruta Katherine (Dana Delany) e, em sua reta final, a Orson (Kyle MacLachlan) e ao próprio casal Mike/Susan. Alguns deles em breve voltarão a habitar aquela rua ensolarada onde os vizinhos se cumprimentam pela janela, alguns não mais. Figuras do passado estão retornando e já mostraram a cara, sem revelar ao certo quais seus verdadeiros objetivos. Novos personagens ainda chegarão, como a vilã já anunciada para Vanessa Williams, mas isso tudo só saberemos a partir de 26 de setembro, no episódio inaugural do 7° ano da série, ainda sem título definido.








